segunda-feira, maio 17, 2010

Pulp Fiction

Como já tinha falado anteriormente, estou fazendo parte do blog “Fornada”, e esse trabalho foi o último que fiz para o tema da quinzena. Querendo saber mais coisas, é só dar uma olhada lá, que está tudo certo.



Final de semana agitado com a virada cultural de São Paulo...



No momento, apenas realizando os exercícios dos cursos, porém já com várias idéias para um novo portifólio. Assim que tiver novidades, ela com certeza estará por aqui.

quinta-feira, abril 22, 2010

Batman

Há alguns dias fui convidado a participar do blog “Fornada” (http://fornada.blogspot.com/), montado por alguns colegas do curso de desenho da Quanta Academia de Arte. A cada 15 dias um tema é proposto, e seus participantes devem postar lá suas ilustrações. Bem simples na verdade. Esta é uma ilustração que já postei lá dias atrás. Vale a pena dar uma conferida no blog e conhecer o trabalho de outros ilustradores. Recomendo!

Por enquanto, praticando todos os dias. Nos veremos em breve.

Abraços!

segunda-feira, abril 19, 2010

Estudos e exercícios...

Bom, não chega a ser exatamente uma ilustração...

Na verdade, isto é mais um estudo. Este é um dos exercícios feitos no curso de pintura digital da Melies (http://www.melies.com.br/). O exercício era uma cópia; tínhamos a foto e deveríamos tornar a pintura o mais próxima possível da mesma. Gostei tanto do resultado que resolvi postar. Fiz apenas um lado e depois espelhei, então dá pra perceber a simetria logo de cara.

Novos trabalhos em breve!

sábado, abril 17, 2010

Apenas alguns estudos realizados com modelo vivo. Material utilizado foi caneta bic e Magic Color.

terça-feira, março 16, 2010

Terra nova, vida nova

Tanto tempo sem postar nada, né?

Já falei inúmeras vezes que “dessa vez vou tentar ser mais produtivo”, e sou obrigado a repetir as palavras. De fato, pensei em dar uma mudada no conteúdo do blog. Não exatamente uma mudada, mas sim uma ampliada. Não produzo textos tão rápido quanto faço desenhos, então tentarei colocar por aqui um pouco de tudo. Alguns textos – esses continuarão sendo bem esporádicos como sempre foram –, ilustrações e alguns esboços que fiquem interessantes. Pensei em transformar o blog numa espécie de portfólio das coisas que faço.

O que me levou a essa “mudança”? Bem simples, a minha vida mudou bastante também. Mudei-me de Salvador para São Paulo, e nesta nova capital, pelo menos pra mim, estou tentando algumas coisas novas. No momento estou fazendo um curso de desenho na Quanta Academia de Artes, com o professor Anderson. Quem gosta da área de ilustração, ou tem qualquer pretensão sobre o assunto, recomendo. Confesso que pra mim está sendo uma realização, tipo sonho de menino pequeno se realizando.

Outro curso também que estou fazendo é o Crayon (pintura digital), na Melies, Escola de cinema, 3D e animação. Lá o meu professor é o Estêvão. Já tinha certo conhecimento de pintura digital antes do curso, tudo aprendido sozinho, mas a verdade é que com um professor as coisas fluem bem mais rápidas, e em poucas aulas descobri coisas que provavelmente demoraria anos pra entender. Novamente, recomendo.

Deixando um pouco de lado o falatório, hora de fazer o que venho me propondo, não? Seguem alguns desenhos, uns novos, outros não. Alguns apenas revisitados.

Dentro em breve postarei alguns esboços e estudos. Outros trabalhos meus podem ser vistos no meu flickr, fotolog e outras coisas do gênero.

Abraços a todos

Paulo

segunda-feira, setembro 14, 2009

O roque errou

Na distante década de cinqüenta, o mundo queria viver embalado pelo belo sonho da vida americana, mesmo que em terras tropicais. Todos queriam ter a sua família sorridente, casa de cercas brancas e lindos filhos. Getúlio ainda era presidente – pelo menos até 1954 – e o pós-guerra dava toda a tônica necessária para se engolir qualquer sonho pré-fabricado.

Nesta mesma década surge o rock. Ainda muito influenciados pelo blues, jazz, folk e country, os negros foram os primeiros a mostrar a grande novidade ao mundo: um tapa na cara, perigoso, subversivo e, sobretudo, adolescente. Obviamente não foi bem recebido por uma maioria, mesmo que talvez a sua intenção fosse exatamente essa. Com o tempo, o rock acabou se moldando aos padrões de “normalidade” – mudando de Chuck Berry para Elvis Presley –, e, na década seguinte, toda senhora gostaria de ter uma filha casada com um rapaz de Liverpool, enquanto Jagger e sua trupe eram vistos com maus olhos.

Como em qualquer boa história, surgem os vilões e os mocinhos, e seguindo esta mesma lógica, os “mocinhos” insistem em ganhar no fim das contas. Se o roque nasceu sujo e rebelde, rapidamente o vestiram em boas roupas e o deixaram apresentável. O roque virou moda, e ser roqueiro, por mais esdrúxulo que pareça, virou sinônimo de status.

Hoje em dia para ser rebelde e lutar contra os “grilhões da sociedade” é necessário investir uma quantia considerável de dinheiro. Camisetas de banda são artefatos de luxo, assim como botas, calças e toda uma parafernália de couro e correntes. Há um uniforme muito bem definido para ser aceito no meio. O que antes servia como forma de liberdade, um reduto dos que queriam não seguir nenhuma regra, um conforto para os “excluídos” das grandes massas, virou um circulo excludente, um grupo seleto e com regras bem rígidas e delimitadas.

Se antes tínhamos a imprudência e a agressividade de Ozzy Osbourne e Sid Vicious, hoje temos garotos bem comportados e vestidos como em um desfile de moda. Se antes tínhamos músicas e letras que falavam sobre festas, liberdade, revolta, e iam de encontro ao conformismo, hoje temos letras que em nada se diferenciam de outros estilos mais comerciais.

Sim, o roque falhou miseravelmente. Ao ser tocado pela grande mídia, sua ideologia fora transformada em consumo, foi amansada e desfigurada. Para conseguir sobreviver, acabou se fechando nele mesmo, se tornando repetitivo e arcaico, um processo alienante, quase como uma religião ou um partido conservador de direita. Os roqueiros criam rótulos, barreiras delimitando isso e aquilo pra tentar preservar um estilo puro ou não, mas que em muito já foi perdido.

sexta-feira, julho 31, 2009

Tira Minhas Tripas





Desde ontem comecei uma nova etapa da vida. Como eu já falei, pensei em fazer umas tirinhas. Resolvi criar um blog e um fotolog próprio pra elas. Vamos ver até quando eu consigo manter essa produção.



Seguem os links:

http://tiraminhastripas.blogspot.com/

http://www.fotolog.com.br/tiraminhastripas





e este blog onde virei colaborador:

http://pigarts.blogspot.com/



Espero que alguém goste, ou não.

quarta-feira, julho 29, 2009

Nada a declarar



Muitas pessoas dizem que sou chato, e muitas vezes sou obrigado a concordar com a maioria. Tenho uma dificuldade absurda em gostar das coisas e vez ou outra nem eu mesmo entendo o porque eu não gosto. Já me falaram que sou um velho de setenta anos preso no corpo de vinte e tantos.

Minha intolerância já me rendeu os mais variados problemas, e o meu radicalismo me faz ver as coisas da maneira mais clara possível: tudo preto no branco.

Já tem um tempo que eu andava pensando em achar uma forma de usar essa minha “raiva do mundo” de alguma forma produtiva. Pensei em milhares de possibilidades, mas a falta de tempo, paciência e mais outros fatores sempre me faziam desistir. Na verdade não queria fazer parte das coisas que eu tanto detesto – mesmo já fazendo -, e nem queria cair em linguagens artísticas rebuscadas, conceituais, e todas essas baboseiras de meninos que fumam maconha e estudam humanas.

Confesso que depois de um tempo, nem precisei pensar tanto assim pra arrumar uma resposta. Acordei e pensei que poderia escrever tirinhas. Nunca fui “humorista” e tenho várias ressalvas com as comédias. Tenho um senso de humor bem estranho e particular. Na verdade nem me proponho a ser engraçado, nem intelectual ou nada assim, quero apenas mostrar que continuo chato, como sempre fui.

Acordei e decidi que poderia fazer tirinhas. Vamos ver quanto tempo eu levo pra desistir dessa idéia.

Apesar de todos os pesares, o lugar comum foi o que pareceu mais “diferente” de se fazer.