quinta-feira, abril 22, 2010

Batman

Há alguns dias fui convidado a participar do blog “Fornada” (http://fornada.blogspot.com/), montado por alguns colegas do curso de desenho da Quanta Academia de Arte. A cada 15 dias um tema é proposto, e seus participantes devem postar lá suas ilustrações. Bem simples na verdade. Esta é uma ilustração que já postei lá dias atrás. Vale a pena dar uma conferida no blog e conhecer o trabalho de outros ilustradores. Recomendo!

Por enquanto, praticando todos os dias. Nos veremos em breve.

Abraços!

segunda-feira, abril 19, 2010

Estudos e exercícios...

Bom, não chega a ser exatamente uma ilustração...

Na verdade, isto é mais um estudo. Este é um dos exercícios feitos no curso de pintura digital da Melies (http://www.melies.com.br/). O exercício era uma cópia; tínhamos a foto e deveríamos tornar a pintura o mais próxima possível da mesma. Gostei tanto do resultado que resolvi postar. Fiz apenas um lado e depois espelhei, então dá pra perceber a simetria logo de cara.

Novos trabalhos em breve!

sábado, abril 17, 2010

Apenas alguns estudos realizados com modelo vivo. Material utilizado foi caneta bic e Magic Color.

terça-feira, março 16, 2010

Terra nova, vida nova

Tanto tempo sem postar nada, né?

Já falei inúmeras vezes que “dessa vez vou tentar ser mais produtivo”, e sou obrigado a repetir as palavras. De fato, pensei em dar uma mudada no conteúdo do blog. Não exatamente uma mudada, mas sim uma ampliada. Não produzo textos tão rápido quanto faço desenhos, então tentarei colocar por aqui um pouco de tudo. Alguns textos – esses continuarão sendo bem esporádicos como sempre foram –, ilustrações e alguns esboços que fiquem interessantes. Pensei em transformar o blog numa espécie de portfólio das coisas que faço.

O que me levou a essa “mudança”? Bem simples, a minha vida mudou bastante também. Mudei-me de Salvador para São Paulo, e nesta nova capital, pelo menos pra mim, estou tentando algumas coisas novas. No momento estou fazendo um curso de desenho na Quanta Academia de Artes, com o professor Anderson. Quem gosta da área de ilustração, ou tem qualquer pretensão sobre o assunto, recomendo. Confesso que pra mim está sendo uma realização, tipo sonho de menino pequeno se realizando.

Outro curso também que estou fazendo é o Crayon (pintura digital), na Melies, Escola de cinema, 3D e animação. Lá o meu professor é o Estêvão. Já tinha certo conhecimento de pintura digital antes do curso, tudo aprendido sozinho, mas a verdade é que com um professor as coisas fluem bem mais rápidas, e em poucas aulas descobri coisas que provavelmente demoraria anos pra entender. Novamente, recomendo.

Deixando um pouco de lado o falatório, hora de fazer o que venho me propondo, não? Seguem alguns desenhos, uns novos, outros não. Alguns apenas revisitados.

Dentro em breve postarei alguns esboços e estudos. Outros trabalhos meus podem ser vistos no meu flickr, fotolog e outras coisas do gênero.

Abraços a todos

Paulo

segunda-feira, setembro 14, 2009

O roque errou

Na distante década de cinqüenta, o mundo queria viver embalado pelo belo sonho da vida americana, mesmo que em terras tropicais. Todos queriam ter a sua família sorridente, casa de cercas brancas e lindos filhos. Getúlio ainda era presidente – pelo menos até 1954 – e o pós-guerra dava toda a tônica necessária para se engolir qualquer sonho pré-fabricado.

Nesta mesma década surge o rock. Ainda muito influenciados pelo blues, jazz, folk e country, os negros foram os primeiros a mostrar a grande novidade ao mundo: um tapa na cara, perigoso, subversivo e, sobretudo, adolescente. Obviamente não foi bem recebido por uma maioria, mesmo que talvez a sua intenção fosse exatamente essa. Com o tempo, o rock acabou se moldando aos padrões de “normalidade” – mudando de Chuck Berry para Elvis Presley –, e, na década seguinte, toda senhora gostaria de ter uma filha casada com um rapaz de Liverpool, enquanto Jagger e sua trupe eram vistos com maus olhos.

Como em qualquer boa história, surgem os vilões e os mocinhos, e seguindo esta mesma lógica, os “mocinhos” insistem em ganhar no fim das contas. Se o roque nasceu sujo e rebelde, rapidamente o vestiram em boas roupas e o deixaram apresentável. O roque virou moda, e ser roqueiro, por mais esdrúxulo que pareça, virou sinônimo de status.

Hoje em dia para ser rebelde e lutar contra os “grilhões da sociedade” é necessário investir uma quantia considerável de dinheiro. Camisetas de banda são artefatos de luxo, assim como botas, calças e toda uma parafernália de couro e correntes. Há um uniforme muito bem definido para ser aceito no meio. O que antes servia como forma de liberdade, um reduto dos que queriam não seguir nenhuma regra, um conforto para os “excluídos” das grandes massas, virou um circulo excludente, um grupo seleto e com regras bem rígidas e delimitadas.

Se antes tínhamos a imprudência e a agressividade de Ozzy Osbourne e Sid Vicious, hoje temos garotos bem comportados e vestidos como em um desfile de moda. Se antes tínhamos músicas e letras que falavam sobre festas, liberdade, revolta, e iam de encontro ao conformismo, hoje temos letras que em nada se diferenciam de outros estilos mais comerciais.

Sim, o roque falhou miseravelmente. Ao ser tocado pela grande mídia, sua ideologia fora transformada em consumo, foi amansada e desfigurada. Para conseguir sobreviver, acabou se fechando nele mesmo, se tornando repetitivo e arcaico, um processo alienante, quase como uma religião ou um partido conservador de direita. Os roqueiros criam rótulos, barreiras delimitando isso e aquilo pra tentar preservar um estilo puro ou não, mas que em muito já foi perdido.

sexta-feira, julho 31, 2009

Tira Minhas Tripas





Desde ontem comecei uma nova etapa da vida. Como eu já falei, pensei em fazer umas tirinhas. Resolvi criar um blog e um fotolog próprio pra elas. Vamos ver até quando eu consigo manter essa produção.



Seguem os links:

http://tiraminhastripas.blogspot.com/

http://www.fotolog.com.br/tiraminhastripas





e este blog onde virei colaborador:

http://pigarts.blogspot.com/



Espero que alguém goste, ou não.

quarta-feira, julho 29, 2009

Nada a declarar



Muitas pessoas dizem que sou chato, e muitas vezes sou obrigado a concordar com a maioria. Tenho uma dificuldade absurda em gostar das coisas e vez ou outra nem eu mesmo entendo o porque eu não gosto. Já me falaram que sou um velho de setenta anos preso no corpo de vinte e tantos.

Minha intolerância já me rendeu os mais variados problemas, e o meu radicalismo me faz ver as coisas da maneira mais clara possível: tudo preto no branco.

Já tem um tempo que eu andava pensando em achar uma forma de usar essa minha “raiva do mundo” de alguma forma produtiva. Pensei em milhares de possibilidades, mas a falta de tempo, paciência e mais outros fatores sempre me faziam desistir. Na verdade não queria fazer parte das coisas que eu tanto detesto – mesmo já fazendo -, e nem queria cair em linguagens artísticas rebuscadas, conceituais, e todas essas baboseiras de meninos que fumam maconha e estudam humanas.

Confesso que depois de um tempo, nem precisei pensar tanto assim pra arrumar uma resposta. Acordei e pensei que poderia escrever tirinhas. Nunca fui “humorista” e tenho várias ressalvas com as comédias. Tenho um senso de humor bem estranho e particular. Na verdade nem me proponho a ser engraçado, nem intelectual ou nada assim, quero apenas mostrar que continuo chato, como sempre fui.

Acordei e decidi que poderia fazer tirinhas. Vamos ver quanto tempo eu levo pra desistir dessa idéia.

Apesar de todos os pesares, o lugar comum foi o que pareceu mais “diferente” de se fazer.

sábado, junho 06, 2009

Schwarza

Sempre foi um grande exemplo de vida. Com certeza uma das minhas maiores influências!

Aprendi como respeitar o valor da vida humana em Exterminador do futuro 2.
Aprendi como preservar a sua família em Comando Para Matar.
Aprendi como sobreviver na selva em Predador.
Aprendi como tratar seu irmão em Irmãos Gêmeos.
Aprendi como tratar um filho em Herói De Brinquedo.
Aprendi como ser agente secreto em True Lies.
Aprendi como gestar em Junior.
Aprendi como lidar com crianças em Um Tira No Jardim De Infância.
Aprendi como conviver com mutantes de Marte em O Vingador Do Futuro.
Aprendi que nunca deveria cortar o meu cabelo com Conan.

Schwarza, você sempre foi como um pai pra mim!

terça-feira, junho 02, 2009

Caveira

Relembrando os tempos de escola, uma época em que ser roqueiro era até engraçado... Desenhar nos cadernos era uma constante.

sábado, maio 30, 2009

sábado, dezembro 06, 2008

M.D.

Percebi que os remédios não faziam mais efeito e as dores não seriam mais passageiras. Seis meses: foi o que disseram – não mais que isso. Levantei à noite e percebi que meu cabelo já não estava mais lá. Tentei correr, mas vi que não conseguiria fazer isso. Decidi partir andando.



Juntei alguns trocados, pouca coisa na bagagem, algumas ligações... Vi propagandas de lançamentos que talvez nunca alcançasse. Dei um abraço forte em alguém, peguei alguns cigarros e fui pela estrada.



Esperei que o mundo ficasse mais frio a cada dia. Tudo estava muito poluído, é verdade, era hora de uma faxina.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Sorry, baby...

Cinco tiros na cabeça separam João do seu amor. Ninguém desconfiou da razão, mas Maria estava apenas cansada da mesmice e do cartesianismo da sua rotina.

Cliché

Pouco tempo, poucas idéias...

quarta-feira, outubro 22, 2008

Desequilíbrio

Olhando pela janela do décimo - quinto andar, as pessoas não passavam de formigas lá embaixo. Colocou as pernas pra fora, inclinou o corpo pra frente e manteve os braços esticados para trás. Sentiu o vento no rosto e por alguns instantes pensou que poderia voar. Seu corpo se enche de alegria e os seus pés tocam o nada. Em alguns segundos, seu sorriso torna-se apenas uma mancha no asfalto.

quinta-feira, outubro 09, 2008

sábado, setembro 27, 2008

Os perigos da arte contemporânea

Ouvi rumores tempos atrás, sobre uma pérola da arte contemporânea: um sujeito amarrou o cachorro em uma exposição, e lá o animal ficou até definhar e morrer. Perdoem-me os defensores dos pobres animaizinhos, mas achei sem dúvida nenhuma uma idéia bem divertida; na verdade, ainda achei pouco. Soube que uma turma da escola de belas-artes da Bahia, nos idos da década de setenta, certa feita colocou um gato em uma prensa só para ver como seria o resultado artístico; vemos que a faculdade de artes plásticas da cidade do finado São Salvador mostra-se vanguardista desde sempre...

Pois bem, creio que alguns pensarão algo do tipo “se você acha tão engraçadinho, por que não se amarra até morrer?”, ou “cretino”, ou mesmo “playboy filho da puta”... Vejam bem: não acho que esteja na minha hora ainda – não atentei ao chamado do bom Deus –, e muito menos fui eu o responsável pela morte da criaturinha. Acontece, “amigos”, que alguém falou que se tudo é arte, nada é arte ou alguma besteira que o valha. Basta apenas uma peça idiota e um nomezinho com um conceito bem elaborado e tudo está genial.

Arte conceitual e/ou contemporânea me parece uma rua de mão dupla. Vendo um documentário intitulado “Quem tem medo de arte contemporânea?”, alguns artistas afirmaram que objetivavam desmitificar a arte enquanto elitista e intocável, por isso estas novas linguagens. Por isso os objetos do cotidiano são trazidos à tona com grande freqüência; uma idéia já usada por um tal de Duchamp e reutilizada pelo popular Andy warhol.

A ruptura do citado artista francês foi necessária, e também um grande marco de libertação para a história da arte. Seus filhos diretos, representantes da Pop Art americana entenderam perfeitamente a mensagem ao seguir com uma arte baseada no banal e sem grandes questionamentos existenciais: se foi feito por um artista...

A grande questão neste caso, diferente do ocorrido na década de cinqüenta, é que não obrigatoriamente ao trazer objetos comuns à arte, estamos aproximando público e artista. A bem da verdade, esta equação parece-me inversamente proporcional. Para uma tela geometrizada e monocromática, temos duas páginas e meia de conceito, e a cada mil palavras, menos que uma imagem.

É engano pensar que seria preciso nivelar por baixo para ter um grande alcance e é extremamente perigoso achar que o cidadão brasileiro mediano não está apto a este desafio. O resultado é que desta maneira, a arte fica restrita ao artista; uma panela fechada e excludente, elitista e intocável... Claro que as obras não precisam de bulas para serem entendidas. O objeto é orgânico e sentimental, não um amontoado de regras; porém, antes de tudo, o artista plástico é um comunicador visual e sensorial. Se a mensagem não é captada, se ele não consegue guiar a percepção do seu público, não se faz entender, sabemos onde – ou de quem – é o problema!

terça-feira, setembro 16, 2008

Adeus Amor

Já tem algum tempo que eu venho ensaiando escrever alguma coisa. Sempre tenho várias idéias, mas ultimamente... Não sei se é falta de tempo, preguiça, falta de prioridades... Faço aniversário de hiato literário – se é que pode-se chamar isto de literatura.

Tinha planos de escrever alguma coisa séria: uma menina foi estuprada na UFBA (universidade Federal da Bahia), maravilhosas campanhas políticas, chacinas aqui e acolá, coisas pequenas, coisas grandes. Acontece que tudo mudou. Escutei Waldick Soriano e tudo mudou.

Sempre gostei de canções tristes, sofridas. Já ouvi muito Waldick e principalmente Nelson Gonçalves, sempre acompanhados de alguns goles de cerveja e uma conversa nostálgica com meus tios. Esses dias, simplesmente tive uma vontade muito grande de escutá-lo. Estou pensando em Waldick Soriano como um primeiro passo; quero conhecer outros cantores desta mesma época e com o mesmo clima.

Não acho engraçadinho, realmente gosto.

Já estava pronto pra dormir, quando me deu uma certa vontade de externar isso, sem o menor propósito.

Gosto de músicas velhas.

Gosto de músicas sofridas.

Gosto do amor dos e nos bordeis do passado.

Concordo com Patrícia Pillar.

Gosto de Waldick Soriano!